sexta-feira, 30 de maio de 2008

oficialmente, o pior concerto do ano.

Não fui ao Rock In Rio para ver a Amy e não me arrependi. Vi tudo na televisão, foi quase uma hora de verdadeira incredulidade, e tive pena das cerca de cento e vinte mil pessoas que ali estavam em pé para a ver.
Depois de demorar algum tempo (45 minutos!) a aparecer em palco, a Amy surge de olhos vidrados, a beber qualquer coisa de uma garrafa, cheia de tiques (pára de puxar a porcaria da saia para cima!), com um pulso em mau estado que a impedia de tocar guitarra, um chupão gigante no pescoço e uma voz sem qualquer tipo de condição para um espectáculo como o Rock In Rio. Fiquei triste do princípio ao fim. A rapariga não se lembrava das letras, muito menos o seguimento das canções, tendo que contar com a ajuda de membros da banda. Coisas estranhas aconteceram. Pareceu-me vê-la cuspir qualquer coisa. Depois começou a chorar, o que me deu vontade de mudar de canal imediatamente, tal foi a pena que inundou o meu espírito. Falou do marido, para não variar (é um drogadão, who cares?). Depois caiu, perdeu um sapato e saiu-se com qualquer coisa do género: Aposto que quando o Lenny Kravitz vier ao palco também vai cair e, ao contrário de mim, vai ficar envergonhado. Não estou envergonhada por ter caído. Também não seria por isso que ficaria envergonhada, depois deste espectáculo em que nada parece ter sido preparado (parece não, não foi mesmo).
Seria pior se tivesse feito playback ao estilo Britney Spears? Seria, claro. Mas mesmo assim, apesar de ter estado presente, seria melhor poupar-nos a este concerto em forma de caos e regressar em melhores dias. Porque no fundo, ela ganha o dinheiro na mesma, quer cante bem ou não.
I told ya I was trouble, you know that I'm no good, diz ela. Pois não, Amy, não tás mesmo nada good e ainda bem que não paguei 53 euros para ir ao Rock In Rio só para te ver. I should've canceled, acrescentou. Sim, era um favor que nos fazias a todos. Por favor go go go to rehab e volta curadinha para eu te poder ver actuar como deve ser um dia destes!
E que o Lenny Kravitz consiga salvar a noite!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Try honesty.

O conceito de honestidade preocupa-me.

Qual é, de facto, o limite onde nos despegamos da honestidade e começamos só a ser inflexíveis?
E já que ser honesto implica sempre que o mensageiro é que leva com o tiro, ainda que o trabalho de ir a cavalo até ao alto da montanha seja todo dele, por que é que é melhor ser honesto a ser hipócrita?
  1. Ser hipócrita não cansa e é divertido. Mas provoca um certo ódio de estimação.
  2. Ser honesto faz-nos ficar de bem connosco mas entramos em argumentações e transparência de espírito. E isso torna-nos vulneráveis.
Who wins?

a pergunta do momento.

Cadê o Verão?

sábado, 24 de maio de 2008

Boazíssima da Ucrânia na Eurovisão.



O SEXO É QUE VENDE.
Esta senhora tornou a minha tarde menos deprimente :)

Festival da Eurovisão.

Portugal é perspicaz. Gostamos de dar nas vistas! Estar na cauda de tudo o que é bom na Europa é bom para nós. Até a má publicidade é boa publicidade e eu, sinceramente, também prefiro que falem de mim do que nem saibam quem é que eu sou.

Isto não é aplicável, contudo, ao Festival da Eurovisão.

Há dois anos era "Magia", o ano passado levámos a Sabrina - 'formada musicalmente' pelo Emanuel - e este ano, numa clara demonstração de inteligência, achámos que já chegava disso de parecermos felizes e mandámos a Medusa.

Eu vi as canções que podiam ter ido. Eu assisti ao espectáculo na RTP e gastei 0,60€ + IVA para que os piores do mundo não ganhassem. E estou perfeitamente convencida de que houve marosca, porque o meu dinheiro desaparecia do saldo, mas a senhora gravada respondia-me que já não dava para votar.

"Sim, esta é suficientemente má, Sr. Presidente da República. Sim... acho que temos grandes potencialidades... Sim, para perder. Sim... Não! Deus nos livre se é bonita! É uma bola de queijo Terra Nostra, sim... A canção?! Má como sempre, Sr. PR... Sim, não se apoquente. Está tudo tratado. (...) Ah sim, e enviámos também o namorado dela, que também atira para o gordinho, e uma amiga que tem um ar hippie. Todos vestidos de branco, em contraste com ela que vai de preto, que é para parecer bastante deprimente. Claro.Sempre atentos, Sr. PR. Não será este ano que nos levam nessa brincadeira de ganhar!"

E lá foi a Medusa para Belgrado. Boa sorte e cuidado que isso aí é maior do que a Madeira!

PS- E para o ano podemos ser os anfitriões deste defunto festival. Que sorte.

mood killer #1.

Estava aqui a pensar: A maneira como uma pessoa dança é um bocado importante, não é? Eu pelo menos acho que quando conhecemos um rapaz que até é engraçado e interessante, um dos pontos-chave é quando vamos, por exemplo, sair à noite pela primeira vez. E o vemos a dançar. Os homens em geral não são os reis neste aspecto, mas muitos conseguem disfarçar dando um certo estilo à sua falta de jeito ou então procurando não dar nas vistas, outros sabem soltar-se, outros são gays e, claro, há aqueles que dançam como se estivessem a asfixiar numa câmara de gás. Estes últimos normalmente conseguem ser os mood killers por excelência. Porque, por muito que tentemos, depois de olharmos uma vês, a imagem não sairá mais das nossas cabeças. E pensamos: "Nããão, não quero olhar, era tão boa pessoa.", mas se já olhámos uma vez, a imagem do desajeitado a esbracejar fora do ritmo da música fica para sempre. E estraga tudo, tudo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

E o mistério de hoje é..

O que acontecerá quando se atinge o limite de Profile Comments (ou Photo Comments, ou Fives, whatever) do Hi5?
a) Recebemos um prémio (uma viagem, por exemplo)?
b) O nosso hi5 suicida-se?
c) A barra de contagem muda para podermos receber mais?
d) Um bonequinho ridículo vai aparecer no nosso ecrã a dançar uma dança da vitória?
e) Temos direito a uma pizza grátis?
f) Deixamos de poder receber mais comments?
g) Ganhamos bilhetes para um concerto?
h) Ganhamos a taça dos mais sociais do mundo?
i) Ganhamos a taça dos mais chatos do mundo?
j) Somos expulsos do hi5?
k) Ficamos sem amigos?
l) O Mundo acaba?

Tenho medo de saber.

domingo, 18 de maio de 2008

aceitam-se apostas sobre a esperança de vida da Amy.

O depois, o antes. Isto não é perseguição. Eu adoro a voz da Amy Winehouse, gosto de grande parte das músicas, enfim.. A Amy Winehouse artista é bastante boa. Mas a Amy Winehouse alcoólica-drogada-com-problemas-psicológicos-e-alimentares deita tudo a perder. Quando vejo imagens como estas, ponho logo em questão uma possível compra de um bilhete para o Rock In Rio (que não é barato, sejamos sinceros) só para poder vê-la actuar. É que, sinceramente, a mulher parece que vai morrer anytime soon.

what tha..?

"deixa-me cá coçar a perseguida como quem não quer a coisa.."

Durar ou não durar até ao Rock In Rio, eis a questão. Good luck, Amy.

sábado, 17 de maio de 2008

Tom Felton.



Parece que o Draco Malfoy de "Harry Potter" agora quer ser cantor. Ainda não é nada muito oficial, mas o rapazinho já postou alguns vídeos caseiros no Youtube. Não é nada de especial, mas até se safa.

terça-feira, 13 de maio de 2008

agravante.

E pipis peludos alheios com fio do tampão a espreitar alegremente? (eu vi, aconteceu, é verdade!)
Senhoras do ginásio, se vos dão toalhinhas é favor que se tapem com elas e não andem por aí a exibir despreocupadamente os vossos OB's em modo afro, tá bom?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Muita coca no batido.


Perdoe-me a querida (coff coff) Caroca, mas tive que utilizar esta bela imagem que encontrei no Nós Por Cá. É que este é, sem dúvida alguma (e as notícias provam-no!) de uma excessiva dose de coca (e outras misturas) no batido.
Só me poderão chamar gym addicted quando eu apresentar uma figura tão maravilhosa como a da Amy Winehouse. O que, obviamente, nunca acontecerá, até porque eu me mantenho longe das substâncias ilegais (as pesadotas, vá.). So, shut up! :)

Equipa Gordinhos.

De 15 em 15 dias o Búfalo aconselha-me o que comer. Geralmente são conselhos muito pobrezinhos, acho que ele não percebe lá muito daquilo... Insiste que o melhor do mundo é couve-coração cortada aos bocadinhos e temperada com azeite e vinagre e que, para variar, podia comer salada russa de vez em quando. E eu odeio maionese.
Mas há uns dias o Búfalo estava mais contente (e mais inchado) que o habitual.

- Olha Joaninha, estou aí num projecto muito bom. É um grupo que vai funcionar por equipas, numa espécie de motivação colectiva, 'tás a ver?... Há reuniões e depois pesamos toda a gente e havendo duas equipas depois vê-se qual é a equipa que está em melhor forma e qual é a pessoa que tem cumprido o plano alimentar e atingido melhor os seus objectivos. São 20 pessoas por equipa e eu gostava de te pôr numa. Queres entrar?

Of course I'm in, Búfalo. A sério, como podia recusar? Sempre quis fazer parte de um grupo de gordinhos :)

Lá desci as escadinhas toda contente, levando comigo o meu inseparável Rabinho Gordo. Restart your life, dizia na porta. Sim, sim, quero fazer desta cave o meu novo birthplace!
... Era a Gordinha mais nova do grupo, só partilhando a minha magnífica juventude com um Gordinho-reformado de 19 anos que há dois anos pesava 106kilos. Fiquei contente. De resto, a maior parte era só gente entre os 30 e os 55, uma das senhoras realmente onfire por poder ter algo parecido com uma vida social as 4ªfeiras à noite. Fiquei contente por ela. Dar-lhe-ei o nome de Senhora Esquisita.
O Búfalo fez a sua intervenção dizendo que pesava 90kg, que tinha 23 anos e que treinava 5 dias por semana. Estive tentada a levantar-me e a ir tentar aproximar-lhe os braços do tronco, mas achei que o ia magoar e toda a gente sabe que não se faz mal aos animais.
Depois mandou-nos fechar os olhos e pensar que tinhamos ido para o Céu e que encontrávamos o nosso ser-morto lá em cima. Esbelto, lindo, rijo, magro.

- ... aquilo que vocês poderiam ter sido... Imaginem como seria morreram e saberem que podiam ter sido assim mas que tinham preferido agarrar-se ao negativo. O que é que isso provocaria em vocês? Com certeza haviam de querer voltar atrás...
Sim, Búfalo, tens razão. Aquela ideia de pensar que a vida é para ser vivida em felicidade não faz sentido nenhum. Prefiro ser magra a ser feliz.
Nisto a Senhora Esquisita não conseguiu conter-se.
- Oh! Eu nunca vou ser magra! E nem vou ser bonita! Por isso...
Sim, então pode sair, Senhora Esquisita, não queremos aqui gente que não cumpre objectivos!
Até porque não ser bonito/magro estraga a pontuação da equipa. E eu não quero chegar ao Céu e perceber que a culpa de passar o resto da Eternidade sendo gorda é totalmente sua por não ter estado empenhada na Equipa Gordinhos.

EQUIPA GORDINHOS, ALLÉ.

no ginásio..

Pipis peludos alheios? Por favor, não.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Reciprocidade.

Li algures que as pessoas dão aos outros aquilo de que mais precisam. Fez-me pensar. Pensar que quando damos a nossa amizade mais completa a alguém, é como pedir a essa pessoa que também nos dê a sua, é pedir-lhe que tenha cuidado, que nos trate bem, que fale, que oiça, que procure, que não nos engane, que confie e seja de confiança, que faça toda essa entrega valer a pena. Pedimos reciprocidade. Fez-me pensar que em tempos te estendi a minha mão e te dei a minha amizade. Era o meu presente. Mas é como um daqueles presentes que temos que transportar com cuidado, porque são frágeis e se podem partir. Mas trataste-o descuidadamente. Abanaste-o, atiraste-o ao ar, deixaste-o cair. E não colaste os pedacinhos que sobraram, abandonaste-os com indiferença no meio do chão, tal como estavam. E as minhas mãos continuaram vazias, presenteaste-me com a ausência.
Perdi muito tempo a colar os pedacinhos de novo. Mas guardei-os para mim. Agora apercebo-me que já não há mais nada que te queira dar. Porque também já não há nada que te queira pedir.

(uma pseudo-continuação do post "Qui" da J.)

terça-feira, 6 de maio de 2008

vamos então para o campeonato das IST's (porque pelos vistos agora são infecções e não doenças).

O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa realizou um inquérito sobre os comportamentos sexuais em Portugal. Basicamente foram mais de 3500 entrevistas em Portugal Continental que abrangiam homens e mulheres entre os 18 e os 65 anos. Ora bem, a conclusão foi realmente muito triste, dada a época em que vivemos, uma época em que a comunicação é facilitada por telemóveis e internet, em que muitos já têm acesso à educação, em que as pessoas já se consideram mais instruídas, mais democráticas e afastadas dos países onde reina a exploração, a miséria, a fome, a guerra, etc. Seria de esperar, então, que num país europeu como o nosso, tranquilo, plantadinho à beira-mar, as pessoas metessem menos droga na comida e usassem a cabecinha para pensar.
Isto porque a conclusão que se tirou deste inquérito foi que os portugueses continuam ainda a ser demasiado conservadores (muita fachada, ainda por cima), homofóbicos, presos a conceitos religiosos demasiado antiquados e sem bases razoáveis de sustentação (mais uma vez, o manter a fachada impera) e pouco abertos a procurar conhecimento sobre como se transmitem as doenças e como as evitar.
Para começar, mais de metade dos portugueses (59,29%) não usou preservativo na primeira relação sexual com o parceiro mais recente. Ou seja, não se conheciam de lado nenhum, mas vamos lá embora ver se arranjamos uma doençazinha porque o amor é lindo. Não há nada que una mais um casal que uma boa dose de sifílis.
Mais? Só 9,4% dos homens entre os 16 e os 49 anos utilizou preservativo no último ano em relações sexuais com mais de um parceiro. E só 2,6% das mulheres utilizou este método contraceptivo. Com este tipo de comportamento seria também razoável que se fizesse o teste ao vírus do HIV. Mas parece que não há muitos interessados, visto que a percentagem tanto de homens como de mulheres que já fizeram o teste não passa dos 13%. Melhor ainda, apenas uma minoria de homens (11,3%) e de mulheres (12%) pedem a cada novo parceiro que faça um teste de VIH/SIDA e menos de metade dos portugueses faz perguntas aos companheiros/as sobre a sua vida sexual passada. Sim, não nos vamos pôr a falar do passado quando temos um brilhante futuro pela frente.
Dos entrevistados 46,5% dos homens dizem ter "algum/pouco" receio de poder vir a contrair uma infecção ou uma doença transmitida através das relações sexuais e 37% diz mesmo não ter "nenhum" medo. Por outro lado, 43,6% das mulheres afirma ter "algum/pouco" receio, enquanto 39% confessa não ter "nenhum". Também 76% dos homens e 69,2% das mulheres não conhecem pessoalmente alguém infectado com o VIH ou que tenha morrido com SIDA. Parece que se esquece que muitas vezes é no melhor pano que cai a nódoa.
Os factos mais engraçados são: 39,3% dos homens recusa ter relações sexuais ocasionais ou passageiras contra 62,5% das mulheres (devemos ter em conta a variável dos mentirosos/as?). E, segundo a amostra, 53,8% dos homens considera "totalmente errado" relações sexuais entre duas mulheres adultas, opinião idêntica têm 40% das mulheres (então e os filmes porno?).

Acho que é urgente que se mudem as mentalidades. É urgente que se aprenda a juntar a responsabilidade ao prazer. É urgente que se eduque, que se alerte, que se esclareça. Não é só a SIDA, é todo um conjunto de doenças, infecções e problemas que nos podem atingir se não tomarmos as devidas precauções, formos ao médico, fizermos análises, procurarmos informação. É preciso pensar. Será que vale a pena arriscar? Será que só acontece aos outros?
Este inquérito, para mim, evidenciou o ridículo do ainda modo de pensar português.
É tudo.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Trendy diz (23:19):
agradeço que pares de falar comigo dessa forma querida
Trendy diz (23:19):
que eu prefiro quando me dás uns grandes açoites no rabinho
Catie diz (23:19):
desde que nao me toques, tudo bem.

Let your girlfriend do what your boyfriend can't.

Socorro.


Não consigo tirar a música do Ruca da minha cabeça.